Na 15ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada no Centro de Inovação em Ciências Espaciais do Panamá, o ...
Na 15ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), realizada no Centro de Inovação em Ciências Espaciais do Panamá, o Brasil se destacou conquistando cinco medalhas, reafirmando sua excelência na competição. Dois estudantes, Davi de Lima Coutinho dos Santos, de Itatiba (SP), e Gustavo Mesquita França, de Fortaleza, brilharam com medalhas de ouro, enquanto as de prata foram para Hugo Fares Menhem e Larissa Midori Miamura, ambos de São Paulo, e Mychel Lopes Segrini, de Vitória.
Sob a liderança do professor Júlio Klafke e com o suporte do professor Ednilson Oliveira e do observador professor Rodrigo Cajazeira, a delegação brasileira também se destacou em provas de conhecimento individual e em grupo, bem como na competição de foguetes. Com esse desempenho notável, o Brasil acumulou um total de 50 medalhas de ouro, 20 de prata e cinco de bronze nas 15 edições da OLAA, consolidando-se como o país mais premiado na história da competição.
Além das medalhas, a OLAA premia os melhores desempenhos com menções honrosas e reconhecimento nas áreas de conhecimento individual, foguetes e observação. A participação na competição foi internacional, contando com alunos de diversos países latino-americanos, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Uruguai e o país anfitrião, Panamá.
Os jovens brasileiros foram selecionados entre os medalhistas da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica (OBA) de 2022, sendo necessário obter uma pontuação sólida na OBA para competir internacionalmente. Os estudantes qualificados passaram por treinamentos em Vinhedo, São Paulo, onde aprenderam a utilizar telescópios e a construir e lançar foguetes de garrafas PET.
A OLAA, fundada em Montevidéu, Uruguai, em 2009, é coordenada por astrônomos de diversos países, enquanto a OBA é supervisionada por uma comissão composta por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). A conquista dessas medalhas não apenas demonstra o talento dos estudantes brasileiros, mas também enfatiza o comprometimento do país com a educação e a exploração espacial.


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