O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a explorar petróleo no litoral do Rio G...
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a explorar petróleo no litoral do Rio Grande do Norte, na bacia Potiguar, como parte de sua estratégia para renovar suas reservas de petróleo após o esgotamento do pré-sal. A renovação da licença ambiental permite a perfuração de dois poços petrolíferos na região.
A decisão gerou críticas na área ambiental do governo devido à pressão da indústria petrolífera para a exploração da área. No entanto, a licença não indica uma redução nas resistências à atividade em áreas mais sensíveis da margem equatorial, como as bacias da Foz do Amazonas e de Barreirinhas, para as quais a Petrobras também solicitou licenças para perfuração de poços.
A Petrobras realizou um simulado de emergência para ajustar a infraestrutura de socorro em caso de vazamentos, o que contribuiu para a obtenção da autorização. A licença traz algumas determinações, como adequações no programa de resgate e soltura de espécies aquáticas e a proibição de poços ou lançamento de âncoras sobre estruturas de corais.
A empresa planeja iniciar a perfuração dos poços na bacia Potiguar em outubro, visando avaliar uma descoberta de petróleo feita em 2013, chamada de Pitu. A licença foi comemorada pela área energética do governo, que vê a atividade petrolífera como uma fonte de recursos para o fundo social, saúde e educação. No entanto, outros pedidos de licença ambiental da Petrobras para regiões sensíveis já foram negados, gerando debate sobre a necessidade de avaliações ambientais rigorosas em áreas inexploradas.
* Com dados da Petrobras (via Agência Petrobras) por Nicola Pamplona/ Folhapress


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