O mercado de combustíveis no Brasil reflete uma disparidade notável em relação aos preços internacionais, com a gasolina apresentando um a...
O mercado de combustíveis no Brasil reflete uma disparidade notável em relação aos preços internacionais, com a gasolina apresentando um aumento de 8% mesmo diante da queda nos valores do petróleo, que atingiram cerca de US$ 70 por barril. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) destaca que essa discrepância é atribuída à manutenção dos preços dos derivados nas refinarias da Petrobras, que permanecem inalterados há aproximadamente um mês.
Na Bahia, a situação é mais acentuada, com a Refinaria de Mataripe indicando uma defasagem de 15% no preço da gasolina em comparação ao mercado externo. O diesel, por sua vez, é comercializado 1% abaixo. Nas refinarias da Petrobras em todo o país, a gasolina está 6% mais cara, e o diesel, 5% acima dos preços internacionais. A Abicom sugere que a Petrobras poderia atingir a paridade internacional reduzindo os preços da gasolina em R$ 0,16 por litro e do diesel em R$ 0,19 por litro.
O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, posiciona-se a favor de uma redução nos preços dos combustíveis pela Petrobras. Ele argumenta que essa medida contribuiria para mitigar o impacto inflacionário, permitindo ao Banco Central reduzir os juros para estimular a economia. Silveira sugere uma diminuição entre R$ 0,32 e R$ 0,42 para o diesel e entre R$ 0,10 e R$ 0,12 para a gasolina.
Enquanto isso, em Belo Horizonte, o etanol ganha destaque como opção mais vantajosa. Com uma queda de 1,6% no preço médio da gasolina, agora em R$ 5,45, e uma redução de 1,9% no preço do etanol, cotado a R$ 3,46, o biocombustível mantém sua posição econômica, representando 63,5% do valor da gasolina. Este cenário continua sendo atrativo para os motoristas, já que o etanol geralmente compensa quando está abaixo de 70% do valor do combustível fóssil.


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