No segundo trimestre de 2023, o Rio Grande do Norte testemunhou uma queda no nível de ocupação, com uma diminuição de 47 mil pessoas empre...
No segundo trimestre de 2023, o Rio Grande do Norte testemunhou uma queda no nível de ocupação, com uma diminuição de 47 mil pessoas empregadas em comparação ao mesmo período de 2022, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. O nível de ocupação passou de 47,5% para 45,5%. No entanto, essa redução pode ser atribuída a fatores sazonais, e a dinâmica do mercado de trabalho precisa ser considerada.
Apesar disso, há sinais positivos para o estado, pois quando comparamos os dois primeiros trimestres de 2023, abril, maio e junho apresentaram um desempenho melhor em relação a janeiro, fevereiro e março. Além disso, a taxa de desocupação diminuiu de 12,1% para 10,2%, com a quantidade de pessoas desocupadas caindo de 188 mil para 152 mil.
A especialista observa que essa diminuição na ocupação e desocupação está relacionada ao aumento da população em idade ativa, enquanto mais pessoas deixaram a força de trabalho, incluindo desalentados, aposentados e jovens que estão focados em estudos.
No entanto, é importante notar que o trabalho precário continua sendo uma tendência, com o crescimento do emprego sem carteira assinada no setor privado. Embora haja indícios de recuperação no mercado de trabalho, a precarização persiste. Medidas como investimentos públicos, maior representatividade das mulheres no mercado de trabalho e políticas de igualdade de rendimentos são cruciais para abordar essa desigualdade persistente, especialmente porque as mulheres enfrentam maiores desafios no acesso ao mercado de trabalho, o que impacta na renda familiar.


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