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Projeto da Prefeitura de Salvador gera controvérsias com criação de novo órgão e venda de área de proteção ambiental

A Prefeitura de Salvador apresentou um projeto polêmico à Câmara de Vereadores, solicitando autorização para a criação da Companhia de Desen...


A Prefeitura de Salvador apresentou um projeto polêmico à Câmara de Vereadores, solicitando autorização para a criação da Companhia de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos de Salvador (CDEMS) e a alienação de 44 terrenos, incluindo uma significativa Área de Proteção Ambiental (APA) no Corredor da Vitória.

A APA, localizada na Avenida Sete de Setembro, abrange 6.699 m² e é destacada no projeto como não apta para construção devido à sua condição ambiental. Entretanto, não foram fornecidos detalhes sobre como a iniciativa privada poderá utilizar a área, caso adquira a mesma, gerando preocupações e questionamentos por parte da sociedade.

O projeto prevê a comercialização de 111.841 m² de áreas verdes, incluindo 17 espaços, o que levou o deputado federal Bacelar (PV) a solicitar, por meio de ofício, uma reconsideração por parte da administração municipal. A proposta tem gerado debates acalorados sobre a preservação ambiental e a utilização adequada desses espaços na capital baiana.

Além disso, a matéria do Executivo solicita a criação da CDEMS, uma sociedade de economia mista vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento. A companhia terá a responsabilidade de estudar, planejar, executar, operar e explorar projetos conjuntos, seja diretamente, por meio de concessões ou parcerias. Tais iniciativas serão realizadas em colaboração com órgãos ou entidades da administração pública ou privada.

O presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Muniz (PSDB), ao ser questionado sobre a possível votação dos projetos ainda neste ano, afirmou que irá dialogar com os vereadores para tomar uma decisão, evidenciando a complexidade e a relevância das propostas em discussão.

Diante da repercussão e das preocupações levantadas, a sociedade aguarda posicionamentos mais detalhados por parte das autoridades locais e uma análise mais aprofundada sobre os impactos ambientais e urbanísticos que podem advir da implementação desses projetos. O debate na esfera legislativa promete ser intenso, refletindo o equilíbrio delicado entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental na cidade de Salvador.

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