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Maceió vivencia crise habitacional após desastre ambiental e alta nos preços imobiliários

Maceió enfrenta uma crise habitacional agravada pela exclusão da prefeitura do programa Minha Casa Minha Vida, enquanto os preços dos imóvei...


Maceió enfrenta uma crise habitacional agravada pela exclusão da prefeitura do programa Minha Casa Minha Vida, enquanto os preços dos imóveis na cidade atingem níveis recordes. O desastre geológico e ambiental causado pela mineração de sal-gema da Braskem afundou cinco bairros, forçando mais de 18 mil pessoas a abandonarem suas casas.

O aumento exponencial na procura por habitações na cidade impulsionou os preços para patamares inalcançáveis, levando os antigos moradores a adquirirem imóveis na periferia ou até em outras cidades. O drama das vítimas do crime ambiental é agravado pela incapacidade da prefeitura de Maceió de aprovar projetos de construção habitacional no Novo Minha Casa Minha Vida, lançado pelo presidente Lula no ano passado.

Enquanto a prefeitura luta para entregar quase 2,8 mil unidades habitacionais que estão praticamente prontas desde a gestão anterior, o estado de Alagoas se destaca ao conseguir inscrever projetos e assegurar a aprovação de conjuntos residenciais na Faixa 1 do programa habitacional. O ex-prefeito Rui Palmeira, agora secretário de Infraestrutura de Alagoas, foi crucial nesse processo, garantindo investimentos de R$ 502 milhões e a geração de aproximadamente 3.500 empregos diretos.

A cidade, apesar dos esforços do governo estadual, enfrenta uma disparada nos preços dos imóveis, com Maceió registrando a maior alta residencial do país em 2023, de acordo com o Índice FipeZAP. A situação se relaciona diretamente com o impacto provocado pela Braskem, que desencadeou uma demanda crescente por habitação na região metropolitana.

Enquanto quase 2,8 mil apartamentos aguardam proprietários, a prefeitura ainda não anunciou a entrega de conjuntos habitacionais já finalizados. A falta de solução para a crise habitacional é agravada pela disparidade entre a demanda crescente e a oferta insuficiente de moradias acessíveis. O prefeito JHC recentemente anunciou uma "maior entrega" do Minha Casa Minha Vida este ano, buscando aliviar parte da pressão habitacional que assola Maceió.

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