Apesar dos esforços para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, dados rec...
Apesar dos esforços para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal revelam uma preocupante realidade: cerca de 70% dos focos da dengue estão em imóveis habitados. Em um período que compreende até o dia 17 de fevereiro deste ano, foram notificadas 442 ocorrências da doença, das quais 71 foram confirmadas.
O chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da capital, Jan Pierre Araújo, destaca que, apesar dos alertas e campanhas, a maior parte dos criadouros do mosquito está dentro das residências. O problema se agrava ao constatar que aproximadamente 60% desses focos estão em recipientes considerados "extremamente evitáveis", como garrafas pet, potes plásticos e recipientes de vidro.
Os bairros mais afetados pela dengue são principalmente da zona Norte, como Redinha e Pajuçara, seguidos por áreas da zona Leste e Oeste da cidade. Para enfrentar essa situação, as autoridades têm intensificado ações de combate, incluindo visitas domiciliares e coordenação entre diferentes órgãos municipais.
Além da dengue, também há registros de casos de chikungunya e zika na região. As medidas de prevenção, no entanto, são as mesmas para todas as arboviroses: eliminar água parada e limpa, evitar o acúmulo de lixo e utilizar repelentes e mosquiteiros para proteção individual.
Diante desse cenário preocupante, a participação da população é fundamental. Denúncias sobre possíveis focos do mosquito podem ser feitas através do aplicativo Natal Digital ou pelo telefone oficial da SMS. O controle da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti requer uma ação conjunta e contínua de todos os setores da sociedade.

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