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Pequenos negócios geram 2,4 mil vagas no primeiro bimestre do Rio Grande do Norte

No cenário econômico potiguar, os micro e pequenos empreendimentos continuam a desempenhar um papel crucial na geração de empregos. Segundo ...


No cenário econômico potiguar, os micro e pequenos empreendimentos continuam a desempenhar um papel crucial na geração de empregos. Segundo dados do Mapa do Emprego do RN, divulgado pelo Sebrae local, nos dois primeiros meses deste ano, esses negócios foram responsáveis por abrir um total de 2.466 novas vagas, superando significativamente o saldo geral de empregos no mesmo período, que atingiu a marca de 1.463 novos postos de trabalho.

Especificamente em fevereiro, o segmento registrou a criação de 958 novas vagas com carteira assinada, número bastante expressivo se comparado ao saldo geral de 283 vagas no estado. Esses dados, baseados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro, mostram a contínua importância das pequenas empresas na dinâmica do mercado de trabalho potiguar.

O volume de contratações nas micro e pequenas empresas no primeiro bimestre deste ano apresenta um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram gerados 2.366 empregos formais por esses empreendimentos. Enquanto isso, as grandes empresas acumularam um saldo de apenas 96 vagas abertas, e as médias empresas enfrentaram um déficit, perdendo 1.099 empregos.

No âmbito setorial, o setor de serviços desponta como o principal gerador de empregos, com a abertura de 1.128 novas vagas, sendo 193 delas na área de educação básica. Por outro lado, o setor agropecuário registrou um saldo negativo, com o fechamento de 1.400 vagas.

No que diz respeito aos municípios, a capital do estado lidera na criação de novos postos de trabalho, com a abertura de 710 vagas em fevereiro. Outros municípios como Parnamirim, Currais Novos, São José de Mipibu e Alto do Rodrigues também apresentaram resultados positivos na geração de empregos.

Entretanto, nem todos os municípios compartilharam dessa tendência. Apodi e Baraúna figuram entre aqueles que registraram déficit de empregos, com 374 e 227 vagas perdidas, respectivamente. Mossoró, Parelhas e São Gonçalo do Amarante também enfrentaram perdas significativas de postos de trabalho.

Os dados do primeiro bimestre reforçam a importância dos pequenos negócios como impulsionadores do mercado de trabalho no Rio Grande do Norte, destacando a necessidade de políticas e incentivos que fortaleçam esse segmento e contribuam para a sustentabilidade econômica regional.



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