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Subvariantes da Ômicron emergem no Ceará e desafiam vacinas

Duas subvariantes inéditas da Ômicron estão impulsionando o aumento de casos de Covid-19 no estado do Ceará, conforme revelado por um sequen...


Duas subvariantes inéditas da Ômicron estão impulsionando o aumento de casos de Covid-19 no estado do Ceará, conforme revelado por um sequenciamento genômico realizado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Das 47 amostras analisadas, a subvariante JN.1 foi identificada em 38 casos, enquanto uma amostra sugeriu a circulação da BA.2.86.

Ambas as subvariantes são descendentes da variante BA.2.86, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "sob monitoramento" desde 21 de setembro. Surpreendentemente, essas subvariantes não haviam sido previamente identificadas no Brasil, indicando uma possível introdução recente vinda de outros países.

A variante BA.2.86, não anteriormente considerada uma ameaça significativa, está associada ao rápido aumento de casos. O secretário executivo de vigilância em saúde da Sesa, Antonio Lima Neto, destacou que essa variante não estava no radar das autoridades, mas sua presença pode explicar a rápida escalada no número de infecções. Comparativamente, a variante Eris (EG.5) não demonstrou um comportamento semelhante no Brasil.

Durante uma coletiva de imprensa, Lima Neto apresentou um mapeamento das subvariantes, revelando que a JN.1 foi predominantemente identificada em amostras provenientes de Fortaleza. No entanto, casos também foram registrados em outras 10 cidades, como Pacatuba, Eusébio, Crateús, Itaitinga, Reriutaba e Jaguaribe, indicando uma dispersão significativa dessas variantes no estado.

A principal preocupação reside no potencial escape vacinal dessas subvariantes. Lima Neto destacou que a variante BA.2.86, por nunca ter circulado previamente no país, requer monitoramento cuidadoso. Observações na Europa sugerem que ela não se mostrou tão eficiente em resistir e persistir, mas, no Ceará, o crescimento veloz nos últimos duas semanas aponta para uma possível expansão contínua nos próximos dias.

Contudo, o gestor ressaltou que é provável que essas subvariantes também percam força de forma abrupta. "Você não consegue ter duas vezes a mesma variante. Se ela dominar o cenário, é provável que ela não tenha um fôlego muito maior", afirmou, indicando a possibilidade de uma queda rápida após o pico de casos.

À medida que o Ceará enfrenta esse desafio inédito, as autoridades de saúde estão intensificando os esforços de monitoramento, rastreamento e, possivelmente, aprimorando estratégias de vacinação para conter a propagação dessas subvariantes da Ômicron no estado.

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