Na próxima segunda-feira, às 22h, encerra-se uma era de quatro décadas no sistema bancário brasileiro com o término das transferências via D...
Na próxima segunda-feira, às 22h, encerra-se uma era de quatro décadas no sistema bancário brasileiro com o término das transferências via Documento de Ordem de Crédito (DOC). Esta modalidade, que permitia a transferência de recursos entre diferentes instituições financeiras, será descontinuada após ter perdido espaço para o Pix, sistema de transferência instantânea do Banco Central que se tornou a preferência dos brasileiros.
Juntamente com o DOC, a Transferência Especial de Crédito (TEC), utilizada por empresas para efetuar pagamentos de benefícios a funcionários, também deixará de ser oferecida a partir do mesmo horário. Ambas as modalidades, outrora populares, perderam sua relevância diante da praticidade e gratuidade do Pix.
O Pix, criado em 1985, tornou-se a escolha predominante para transações financeiras, destacando-se por sua rapidez e eficiência. Ao contrário do DOC, que exigia agendamento e tinha horários específicos para transações, o Pix possibilita transferências instantâneas sem custo para pessoas físicas.
Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com base em informações do Banco Central, revelam que as transações via DOC somaram apenas 0,05% do total de 37 bilhões de operações realizadas no primeiro semestre de 2023. Em comparação, o Pix liderou com 17,6 bilhões de operações, demonstrando sua ampla aceitação entre os brasileiros.
A Transferência Eletrônica Disponível (TED), utilizada principalmente para transferências de grandes valores, continuará em vigor. Criada em 2002, a TED permite o envio de recursos entre instituições diferentes até as 17h dos dias úteis, com a transação sendo concluída em até meia hora.
O encerramento do DOC e da TEC reflete uma mudança significativa nos hábitos financeiros da população, que agora busca soluções mais ágeis e eficientes. O Pix, consolidado como o método preferido, promete manter sua posição de destaque no cenário financeiro nacional, marcando uma nova fase na história das transações bancárias no Brasil.


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