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Prefeitura de Maceió é criticada por descumprir Lei Municipal de Incentivo à Cultura Local

A Prefeitura de Maceió está enfrentando duras críticas da classe artística local por não respeitar a Lei Municipal Nº 7.077, que destina 50%...


A Prefeitura de Maceió está enfrentando duras críticas da classe artística local por não respeitar a Lei Municipal Nº 7.077, que destina 50% do valor de grandes eventos para artistas alagoanos. O episódio mais recente dessa polêmica envolve o festival "Verão Massayó", no qual a gestão municipal incluiu artistas locais apenas após intensa pressão, ignorando o edital 'Toca Tudo Maceió', publicado em 2021, que não convocou nenhum artista inscrito.

Sem pagar os artistas do São João de 2023, a Prefeitura de Maceió foi alvo de críticas nas redes sociais por sua escolha arbitrária na seleção dos artistas alagoanos para o "Verão Massayó". O rapper MC Fantasma denunciou a falta de compreensão por parte da Prefeitura e a ausência de transparência no processo de escolha das atrações.

MC Fantasma ressalta que o edital 'Toca Tudo Maceió' é excludente, permitindo apenas inscrições de pessoas jurídicas (CNPJ), o que prejudica artistas independentes que não possuem essa forma de registro. Ele destaca a necessidade de simplificar a documentação para possibilitar a participação de uma parcela significativa dos produtores artísticos do estado.

A aplicação da Lei Paulo Gustavo em Maceió também está sob escrutínio, pois a cidade recebeu R$ 8.7 milhões para investimentos culturais, dos quais 5% deveriam ser destinados à promoção da cultura local. MC Fantasma critica a falta de transparência nos repasses financeiros para o setor cultural e pede políticas públicas que valorizem os artistas locais, ressaltando o desafio crescente de viver de arte na cidade.

Antônio da Rosa, membro do Fórum da Música de Alagoas, aponta a falta de responsabilidade das secretarias e da Prefeitura nas produções culturais, salientando a importância de estratégias que valorizem a cultura e os artistas locais em eventos de grande porte.

O músico alagoano ainda destaca a ausência de um conselho cultural em funcionamento na cidade, conforme prometido pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SEMCE), que contribuiria para um diálogo mais efetivo entre a sociedade civil e o poder público.

A Lei Nº 7.077, de autoria do vereador Leonardo Dias, que estabelece a destinação de 50% do valor de eventos culturais para artistas locais, é apontada como desrespeitada pela própria Prefeitura e suas secretarias. A Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e a SEMCE, responsáveis pelas atividades culturais, enfrentam problemas financeiros, especialmente evidenciados pelo não pagamento dos artistas do São João de 2023.

A falta de diálogo e transparência na gestão cultural de Maceió tem gerado insatisfação crescente na classe artística, evidenciando a necessidade urgente de revisão nas práticas e políticas adotadas pela Prefeitura para promover uma cultura local mais valorizada e inclusiva.

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