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Projeto de Lei propõe multas significativas para abandono de crianças em condomínios

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pretende estabelecer penalidades severas para pais, responsáveis e tutores que deixarem...

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pretende estabelecer penalidades severas para pais, responsáveis e tutores que deixarem crianças menores de 12 anos sem supervisão em áreas comuns de condomínios. O texto abrange locais como elevadores, piscinas, saunas e outros espaços de uso coletivo, inclusive veículos. A multa proposta pode atingir até R$ 26 mil.

O síndico Natanael França Rocha, do Distrito Federal, ressalta a importância da presença dos pais nessas áreas para evitar acidentes, como afogamentos em piscinas. Ele destaca que, mesmo com as medidas de segurança do condomínio, como controle de acesso, ainda existem riscos. Rocha exemplifica situações em que crianças podem ficar vulneráveis, como na piscina sem supervisão ou em estruturas que ofereçam perigos. A presença dos pais, segundo ele, garante uma fiscalização constante e a prevenção de comportamentos arriscados.

Contudo, a moradora Lorena de Souza, do mesmo prédio, questiona a eficácia da multa como método educativo. Para ela, seria mais produtivo realizar reuniões periódicas com os pais das crianças, buscando uma conscientização coletiva. Ela expressa preocupação com a crescente monetarização das questões, alegando que a imposição de multas parece ser a solução para todos os problemas.

A jornalista Karine Meira também compartilha a opinião de que a conscientização dos responsáveis é fundamental. Ela destaca a falta de segurança total nos dias de hoje, mesmo em locais conhecidos, devido à presença constante de visitantes em edifícios grandes como o seu. Para ela, é necessário que os pais estejam cientes dos riscos e exerçam um cuidado redobrado.

O projeto de lei não se limita apenas à responsabilidade individual. Ele propõe multas para condomínios que não disponibilizarem informações visíveis sobre a indicação de faixa etária para uso dos espaços comuns. A proposta, que pode modificar o Estatuto da Criança e Adolescente, seguirá para avaliação no Senado após passar pela análise da Câmara dos Deputados.

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